Capororocão - Myrsine umbellata (10g)
Espécie: Rapanea umbellata
Forma biológica: arbusto, arvoreta a árvore
perenifólia. As árvores maiores atingem dimensões
próximas de 20 m de altura e 50 cm de DAP
(diâmetro à altura do peito, medido
Tronco: é reto ou (menos freqüentemente) um
Rapanea umbellata
Capororocão
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pouco tortuoso. O fuste chega a medir até 8 m de
comprimento.
Ramificação: é simpódica ou racemosa. A copa
é densifoliada e, em pleno desenvolvimento, alcança
6 a 7 m de diâmetro (LONGHI, 1995).
Casca: tem espessura de até 15 mm. A superfície
da casca externa ou ritidoma é de cor
cinza-clara a escura, áspera a rugosa, em alguns
lugares, com fendas profundas e descamação
pulverulenta nas árvores adultas. A casca interna
apresenta coloração rósea-avermelhada ou vermelha,
com textura arenosa, estrutura compacta
e heterogênea, com estrias incolores e pegajosas.
Folhas: são simples, alternas, espiraladas,
oblongas, de consistência coriácea, glabras, apresentando
base obtusa a revoluta, ápice agudo,
margem lisa, lâmina foliar medindo de 7 a 15 cm
de comprimento e 3,5 a 5 cm de largura, peninérveas,
ressaltando a nervura principal; a face
ventral é brilhante ou opaca, e a face dorsal apresenta
canais secretores e pontuações abundantes
(ausentes na nervura mediana); o pecíolo mede
de 1 a 1,5 cm de comprimento, sendo arroxeado
nas folhas mais jovens.
No interior de florestas naturais, as folhas do capororocão
alcançam até 23 cm de comprimento,
8 cm de largura e o pecíolo mede
2 cm de comprimento.
Inflorescências: são fasciculado-umbeladas e
caulinares, distribuídas diretamente nos ramos
lignificados, com 5 a 22 flores por fascículo.
Flores: são unissexuais e apresentam coloração
esverdeada, branca a amarelada.
Fruto: o fruto é uma drupa globosa, medindo
de 3 a 6 mm de diâmetro. Essa drupa apresenta
coloração verde, mas quando madura, adquire a
cor roxo-escura.
Sementes: são pequenas e arredondadas, medindo
de 2,5 a 3,5 mm de diâmetro.
Plantios em recuperação e restauração ambiental:
essa espécie é recomendada na restauração
de ambientes ripários (VILELA et al., 1993)
e na recuperação de voçorocas (FARIAS
et al., 1993).